Histórico:

- 01/04/2007 a 30/04/2007
- 01/02/2006 a 28/02/2006
- 01/08/2005 a 31/08/2005
- 01/11/2004 a 30/11/2004





Amigos:

- UOL
- Caldeirão
- Papp
- Sea Princess
- Lique
- Lia
- Catedral
- Maat
- Letras ao Acaso
- Mude
- O grito do silencio
- Dani-Kaya
- Fabricio
- Mayra
- Filhos e Cia
- Helo
- A jornalista
- Caderno da poetisa
- Anne
- Vanessinha
- Documentário de um Poeta
- Luz do Sol
- Denny
- Akiaka
- Re
- Regina Sylvia
- Dançarina da Lua
- Paty
- As beatas
- Casa Espiritual
- Black Bird
- Hélices da alma
- Jardim de poesia
- Marina
- Quase 20 e poucos..
- Anna Julia
- Lú Coelho
- Telminha
- Coração Valente
- Pappoulla-poesias-midi
- Poeblog
- Marina II
- Vera S.
- O Casal
- Raka
- Moni
- Chris
- Lulu on the sky
- Guerreira Da Luz
- Menina do Sotão
- Aretha
- Fala Alma
- Doidices da Bebel
- Mais do que Palavras
- Helen
- Pátria d´agua
- Luz de tecto
- Encandescente
- Blog de cartas..
- Moriana
- Anjo do Sol
- Meu mundinho Doce
- Estela
-
- Cardiotopia
- Encrenca-midis
- Astrato concreto


Votação:

- Dê uma nota para meu blog

Indique esse Blog


O que é isto?

Contador:

" agora sinto necessidade de palavras - e é novo para mim o que escrevo porque minha verdadeira palavra foi até agora intocada. A palavra é a minha quarta dimensão. Escrevo por acrobáticas e aéreas piruetas - escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio."

Clarice Lispector.



Fim de tarde...

às vezes,  Deus senta-se comigo num dos bancos da avenida.
olhamos em silêncio para os pássaros da tarde
para as luzes que esvoaçam em meus olhos...
Depois diz-me duas ou três coisas sem importância

e eu escuto-o.

Acredito.
ao longo da avenida...

 
 




- Postado por: *.¨*·. Lú *¨.·* às 09h35 -

______________________________________________________________________




 

Seria injusto não falar da menina vestida de céu
e de seus temporais.
Pelo caminho de laranjeiras floridas percorre sem pressa alguma
a estrada que à leva ao cenário intempestivo de uma cidade de luzes.
Clarões se abrem em câmera lenta, fotografando o mundo,
fazendo com que ela abra os braços,  teimando em abraçar a terra, 
e resgatar indiferente a melancolia de Munch.
Folhas de outras estações rodopiam ao vento,
caindo ao chão feito promessas de beijos
semeados em terra profunda,
encurtando a distância entre o azul escuro bordado de luzes
e as raízes que a prendem na terra.
A menina do fim da estrada,
não fechou as janelas, nem trancou as portas,
apenas esperou docemente...
"que espetáculo dos deuses  não tivesse fim."
E sentou-se no anfiteatro do céu,
querendo ser carregada na torrente de vento
porque era atraída por ela,
como se uma força invisível a impelisse a caminhar
sobre seus medos e ir ao encontro
do destino das aves que migram buscando verões..
A menina feito temporal e ventania
continuou a tecer
um fio de luz..





- Postado por: *.¨*·. Lú *¨.·* às 01h04 -

______________________________________________________________________




Não há vida sem morte
como não há morte sem vida
Mas há também uma morte em vida
e a morte em vida,
é exatamente a vida
proibida de ser vivida...

A distância nos permite a saudades
mas nunca o esquecimento...





- Postado por: *.¨*·. Lú *¨.·* às 01h03 - [ ]

______________________________________________________________________




 





- Postado por: às 00h51 -

______________________________________________________________________