
Seria injusto não falar da menina vestida de céu e de seus temporais. Pelo caminho de laranjeiras floridas percorre sem pressa alguma a estrada que à leva ao cenário intempestivo de uma cidade de luzes. Clarões se abrem em câmera lenta, fotografando o mundo, fazendo com que ela abra os braços, teimando em abraçar a terra, e resgatar indiferente a melancolia de Munch. Folhas de outras estações rodopiam ao vento, caindo ao chão feito promessas de beijos semeados em terra profunda, encurtando a distância entre o azul escuro bordado de luzes e as raízes que a prendem na terra. A menina do fim da estrada, não fechou as janelas, nem trancou as portas, apenas esperou docemente... "que espetáculo dos deuses não tivesse fim." E sentou-se no anfiteatro do céu, querendo ser carregada na torrente de vento porque era atraída por ela, como se uma força invisível a impelisse a caminhar sobre seus medos e ir ao encontro do destino das aves que migram buscando verões.. A menina feito temporal e ventania continuou a tecer um fio de luz..
- Postado por: *.¨*·. Lú *¨.·* às 01h04
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Não há vida sem morte como não há morte sem vida Mas há também uma morte em vida e a morte em vida, é exatamente a vida proibida de ser vivida...
A distância nos permite a saudades mas nunca o esquecimento...
- Postado por: *.¨*·. Lú *¨.·* às 01h03
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- Postado por: Lú às 00h51
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